Observatório Internacional
das Eleições de 2026 no Brasil
O que éO Observatório Internacional das Eleições de 2026 no Brasil busca acompanhar o processo de fortalecimento das instituições democráticas, das liberdades públicas, do respeito à separação dos Poderes e da independência do Poder Judiciário no Brasil.
O Observatório busca pensar as políticas públicas baseadas em evidências, a política externa, as reformas do Estado e os espaços de participação social que fortalecem o Estado de Direito e o respeito à Constituição no Brasil.
ELEIÇÕES 2026
O Observatório Internacional das Eleições de 2026 no Brasil acompanha as eleições por meio de uma articulação com iniciativas similares mantidas em institutos acadêmicos e sociais plurais e independentes do Brasil.
Ao longo de todo o período eleitoral, em disputas ocorridas em anos anteriores, foram publicados boletins semanais e podcasts quinzenais com análises dirigidas ao público internacional. Foram realizados também debates programáticos mensais com especialistas do Brasil e dos Estados Unidos sobre temas paralelos e de interesse comum aos dois países.
Neste ano de 2026, a Aliança Brazil Office uniu-se ao The Brazilian Report para produzir um conteúdo exclusivo – em inglês e português – a respeito do sistema eleitoral brasileiro, dos partidos políticos, dos candidatos e das principais pesquisas. O projeto conjunto inclui ainda a produção de uma newsletter semanal e de um podcast mensal.
Como funcionam as eleições no BrasilO Brasil realiza eleições gerais a cada quatro anos, sempre em outubro. Toda a votação é feita eletronicamente, por meio de um sistema de máquinas autônomas em uso desde 1996, que alcançou cobertura nacional completa no ano 2000. As máquinas não estão conectadas à internet e utilizam múltiplas camadas de criptografia e assinaturas digitais para evitar adulteração. Nenhum caso de fraude eleitoral jamais foi documentado no sistema.
Em 2026, os brasileiros elegem:
1
presidente
27
Governadores estaduais
513
Deputados federais
54
de 81 senadores
Presidente e governadoresO presidente e os governadores são eleitos por maioria simples, mas com uma ressalva – se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno (sempre realizado no primeiro domingo de outubro), os dois mais votados se enfrentam em um segundo turno (no último domingo de outubro). Como os votos em branco e nulos são excluídos da contagem de votos “válidos”, um candidato pode vencer sem que tenha a maioria do eleitorado total. Cada voto válido tem o mesmo peso, já que o Brasil não possui um sistema de colégio eleitoral.
Eleições para a Câmara dos DeputadosAs 513 cadeiras da Câmara dos Deputados são distribuídas entre os 27 estados do Brasil, de maneira que o número de cadeiras de cada estado reflita seu número de habitantes. Nenhum estado tem menos de oito cadeiras, mas, por exemplo, São Paulo, o mais populoso do país, tem 70 cadeiras.
O número de votos recebidos por cada estado é dividido pelo número de cadeiras em disputa, resultando no que é chamado de “quociente eleitoral”. Cada partido (ou aliança de partidos) que recebe um número total de votos igual ou superior ao quociente tem o direito à representação na Câmara dos Deputados.
Por exemplo, se 30 milhões de pessoas em São Paulo votassem para a Câmara dos Deputados, o quociente eleitoral desse estado seria de aproximadamente 430.000. Se o Partido X recebesse um total de 3 milhões de votos em São Paulo, teria direito a seis das cadeiras da Câmara dos Deputados do estado. O Brasil utiliza um sistema de lista aberta para decidir quem ocupa essas cadeiras, no qual os candidatos com o maior número de votos de cada partido (ou federação de partidos associados) são eleitos.
O sistema foi concebido para refletir a diversidade ideológica, embora sua complexidade — e o fenômeno de candidatos de alto perfil levarem a reboque consigo companheiros menos conhecidos — tenha levantado um importante debate acerca deste aspecto em particular da democracia brasileira.
Os 81 senadores do Brasil cumprem mandatos de oito anos, com as cadeiras sendo renovadas em ciclos escalonados. Em algumas eleições, um terço do Senado está em disputa; em outras, dois terços. Em 2026, 54 cadeiras estarão em disputa. Ao contrário da Câmara dos Deputados, as eleições para o Senado utilizam o sistema majoritário simples: vence o candidato com o maior número de votos em cada estado, independentemente da margem.
Eleições para o SenadoPartidos políticos
O Brasil tem 30 partidos políticos registrados, dos quais 18 estão representados na composição atual do Congresso. Para entender esse mosaico, é preciso saber que os nomes dos partidos muitas vezes não refletem suas propostas ou posições ideológicas, o que gera ainda mais confusão.
Um estudo estatístico recente, chamado "GPS Partidário", busca organizar esse cenário. Ele classifica 28 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um espectro esquerda-direita, utilizando quatro variáveis: migração de candidatos entre as eleições municipais de 2020 e 2024, participação em bancadas parlamentares, histórico de votação na Câmara dos Deputados e acordos de coalizão formados antes do ciclo eleitoral de 2024.
Os resultados revelam polos claros, com um centro político bastante congestionado. O Novo se posiciona mais à direita; o PSTU (Partido Socialista Operário Unificado) ancora o ponto mais à esquerda; e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) fica no centro ideológico, refletindo sua longa reputação de flexibilidade em vez de doutrinas rígidas. Dois partidos ficaram de fora do ranking — o PCO (Partido da Causa Operária), radicalmente de esquerda, e o recém-criado Missão — devido à insuficiência de dados ou à ausência de histórico eleitoral.
Aqui estão informações básicas sobre os partidos políticos com as cinco maiores bancadas na Câmara dos Deputados do Brasil:
Partido dos TrabalhadoresO PT foi fundado em 1980, durante a transição do regime militar para a democracia, por líderes sindicais, intelectuais, artistas e movimentos sociais. Sua ideologia fundadora centrava-se no socialismo democrático e na oposição à desigualdade e à corrupção. Em 1989, o líder do partido, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou ao segundo turno da primeira eleição presidencial do Brasil pós-ditadura.
O PT governou o Brasil de 2003 a 2016. Lula deixou o cargo em 2010 com altos índices de aprovação, tendo seu mandato marcado pela criação de amplos e populares programas sociais, como o Bolsa Família. Sua sucessora, Dilma Rousseff, tornou-se a primeira mulher presidente do Brasil — antes de sofrer impeachment em 2016 em meio a uma crise fiscal e política.
Ideologicamente, o PT tem se inclinado para o pragmatismo ao longo das décadas, forjando alianças com setores centristas e pró-mercado. Permanece estreitamente ligado aos sindicatos e movimentos sociais, e Lula continua sendo uma das figuras políticas mais influentes do Brasil — uma dominância que, sem dúvida, limitou o surgimento de novas personagens de estatura nacional dentro da legenda.
Partido Liberal (PL)O PL foi fundado em 1985, durante o retorno do Brasil à democracia, posicionando-se inicialmente como uma alternativa reformista aos extremos políticos. Uniu-se ao PRONA em 2006 para formar o Partido da República (PR), antes de retornar ao seu nome original, em 2019.
A figura dominante do partido é Valdemar Costa Neto, ex-deputado federal da periferia de São Paulo, condenado por corrupção. Ele permanece como presidente e principal articulador político do partido. O perfil nacional do PL mudou drasticamente em 2021, quando Jair Bolsonaro se filiou à legenda para disputar a eleição presidencial de 2022 — após ter fracasso em lançar seu próprio partido. Bolsonaro trouxe consigo uma onda de aliados, incluindo seus filhos Flávio e Eduardo.
O PL evoluiu de um partido ideologicamente fluido para uma força de extrema-direita. Quando Lula venceu a eleição de 2022 por uma margem estreita, a legenda entrou com ações judiciais questionando a integridade do sistema de votação eletrônica do Brasil — o que deu maior alcance e peso às teorias conspiratórias de Bolsonaro.
Partido Social Democrata (PSD)O PSD foi fundado em 2011 por Gilberto Kassab, então prefeito de São Paulo, a cidade mais rica e populosa do Brasil. Kassab descreveu o PSD como "nem de direita, nem de esquerda, nem de centro". Na prática, o partido quase sempre se alinha com quem detém o poder federal, trocando apoio no Congresso por cargos no gabinete.
As seções regionais do PSD operam com considerável independência, unidas menos por ideologia do que pela proximidade com o poder. Seu modus operandi, baseado na ambiguidade estratégica, transformou o PSD em uma força eleitoral imparável.
O PSD tem mais prefeitos (885 dos 5.570 do Brasil) e governadores estaduais (6 de 27) do que qualquer outro partido político no Brasil. O partido também detém a segunda maior bancada no Senado (14 das 81 cadeiras) e uma sólida quinta posição na Câmara dos Deputados (47 das 513). Essa proeza elevou o status de Kassab de político local a uma eminência parda da política nacional, prosperando por nunca ceder demais.
ProgressistasO PP tem suas raízes na Arena, o partido que apoiou a ditadura militar. Ao longo das décadas, mudou de nome diversas vezes e se fundiu com outros partidos antes de se estabelecer como "Progressistas", em 2018.
Apesar do nome, o partido é conservador, próximo à extrema direita, e é um pilar do chamado Centrão — um grande bloco no Congresso que tende a apoiar quem detém o poder federal em troca de compensações. Como acontece com a maioria dos grandes partidos de centro, o PP não é ideologicamente coerente: foi um aliado fundamental de Bolsonaro, mas fez parte da coalizão de Lula antes de anunciar uma cisão, em 2025.
A coesão interna sempre foi limitada pela composição heterogênea do partido — produto de sucessivas fusões. Ele compensa isso com alcance: o PP tem uma das maiores redes municipais do país, com bancada substancial na Câmara dos Deputados e uma invejável verba de campanha, o que o torna um parceiro muito procurado a cada ciclo eleitoral.
União BrasilA União Brasil surgiu em 2022, resultado da fusão de dois partidos: o Partido Social Liberal (PSL) e as Democratas (DEM). O PSL era um partido minoritário até a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, que o catapultou para a proeminência nacional. O DEM, por sua vez, remontava a 1985, quando foi fundado por apoiadores do regime militar que então estava terminando.
A fusão criou o maior partido na Câmara dos Deputados à época, mas a União Brasil perdeu membros de base quando vários políticos migraram para o PL para seguir Jair Bolsonaro e se beneficiar do efeito de adesão gerado por sua campanha à reeleição nas presidenciais de 2022.
Embora ambos os partidos fundadores fossem firmemente de direita, o União Brasil está longe de ser ideologicamente consistente. Faz parte da coligação governamental de esquerda de Lula e ocupa cargos no gabinete, embora uma parte de seu bloco no Congresso ainda vote com a oposição.
Os candidatos
Luiz Inácio Lula da SilvaNasceu em 1945, na pobreza, no interior do estado de Pernambuco, no nordeste do país – uma região assolada pela seca. Lula migrou para São Paulo ainda criança, perdeu um dedo trabalhando em uma fábrica e ascendeu na hierarquia sindical até liderar as históricas greves dos metalúrgicos do ABC no final da década de 1970. Ele foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, em 1980, e perdeu três eleições presidenciais antes de vencer a primeira, em 2002.
Em seus dois primeiros mandatos, dezenas de milhões de brasileiros saíram da pobreza. Seus apoiadores atribuem isso à expansão das políticas sociais sob sua liderança, enquanto os detratores tendem a dar crédito extra a um boom de commodities que impulsionou as exportações brasileiras e fomentou o crescimento em áreas com grande demanda de mão de obra. Quando deixou o cargo no final de 2010, Lula tinha mais de 80% de aprovação — mais do que qualquer outro político na história democrática do Brasil.
Mas investigações de corrupção o envolveram em 2018, e ele cumpriu 580 dias em custódia federal antes que o Supremo Tribunal Federal anulasse a condenação por vícios detectados no processo. Posteriormente, o juiz que condenou Lula foi considerado parcial pelo Supremo Tribunal Federal.
Lula chegou à Presidência novamente em 2022, derrotando Jair Bolsonaro por uma margem mínima. Sua chapa fez campanha defendendo a democracia contra os impulsos autoritários de Bolsonaro — temores que foram confirmados em 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes de extrema direita invadiram as sedes dos três Poderes. A esquerda considera a candidatura de Lula à reeleição – que lhe daria um quarto mandato – como mais uma batalha nessa guerra mais longa por democracia.
Flávio BolsonaroApós deixar o cargo, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi impedido de concorrer novamente. Primeiro, os tribunais eleitorais o condenaram por abuso de poder como presidente durante a campanha de 2022 e, em seguida, ele foi condenado a 27 anos de prisão por liderar uma tentativa frustrada de golpe de Estado. Mesmo assim, a família Bolsonaro continua sendo a força dominante da direita e da extrema direita brasileira, e o ex-presidente buscou ampliar essa influência por meio da indicação de seu filho mais velho.
Em dezembro de 2025, ele nomeou o senador Flávio Bolsonaro como seu herdeiro político. Flávio ascendeu rapidamente nas pesquisas e agora é o adversário mais provável de Lula em um segundo turno, reduzindo ainda mais o espaço para conservadores moderados.
Ex-deputado estadual pelo Rio de Janeiro, mais conhecido por escândalos de peculato do que por legislação, Flávio se apresenta como uma vertente “mais branda” do bolsonarismo — um paradoxo que se desfaz sob análise. Ele pediu anistia total para seu pai e para os cúmplices do golpe de 8 de janeiro de 2023, e alertou que "usaria a força" contra qualquer tentativa do Supremo Tribunal Federal de impedi-lo.
Ao discursar para os mercados, Flávio ecoa as promessas não cumpridas de seu pai, que havia prometido desregulamentar a economia, privatizar, reduzir o peso da exigência de licenciamentos ambientais e relaxar a disciplina fiscal. O nome Bolsonaro provou ser suficiente para sustentar a confortável posição que Flávio ocupa nas pesquisas — e para manter sua plataforma convenientemente vaga.
Romeu ZemaRomeu Zema construiu sua carreira política tendo como base uma promessa simples: não ser nada parecido com um político.
Empresário com pouco reconhecimento público, ele surfou na onda anti-establishment de 2018 para chegar às urnas em Minas Gerais — aliando-se a Jair Bolsonaro para enterrar o que ambos chamavam de "velha política" — e derrotou rivais experientes até se tornar o primeiro governador do estado pelo Novo, um partido de livre mercado que se apresenta como a antítese da classe política brasileira movida pelo clientelismo. Ele foi reeleito em 2022 com uma vitória esmagadora no primeiro turno.
No cargo, o legado de Zema foi definido tanto pela ideologia quanto pela turbulência. Ele defendeu privatizações e austeridade fiscal, lançou reformas administrativas e, em seu segundo mandato, acelerou projetos de infraestrutura enquanto cortava o que seu governo considerava serviços não essenciais. Nos bastidores, ele trabalhou para expandir a influência do Novo nas eleições municipais de 2024 — com resultados mistos.
As controvérsias têm sido mais difíceis de administrar do que a agenda. Zema foi alvo de duras críticas por sua gestão da crise fiscal crônica de Minas Gerais e por seu alinhamento com a resposta de Bolsonaro à pandemia. Mais recentemente, ele propôs um consórcio de governadores das regiões Sul e Sudeste do Brasil, mais ricas e conservadoras — uma medida amplamente interpretada como uma tentativa de criar uma frente conservadora, mas que não produziu muitos resultados.
Ronaldo CaiadoRonaldo Caiado, governador de Goiás, lançou oficialmente sua candidatura à presidência no final de março, tornando-se o escolhido do Partido Social Democrata (PSD) para a eleição de outubro. Caiado havia se filiado ao PSD no início deste ano com o objetivo de concorrer à Presidência, depois que seu antigo partido, o União Brasil, fechou as portas para suas ambições persistentes de um dia chegar a governar o país. Na única vez em que disputou a Presidência, em 1989, Caiado obteve menos de 1% dos votos.
Se Romeu Zema promete romper com a “velha política”, Caiado é a própria definição de velha política — o primeiro membro da família Caiado a governar o estado de Goiás assumiu o cargo em 1883. Ronaldo ganhou destaque na década de 1980 como líder de um poderoso sindicato de latifundiários que se opunha à reforma agrária.
O agronegócio é a base e o norte ideológico de Caiado. Quando se trata de segurança pública, ele adota uma postura linha-dura — embora tenha apoiado a anistia para todos os envolvidos nos distúrbios de Brasília em 8 de janeiro de 2023, incluindo Jair Bolsonaro.
Concorrendo aos mesmos votos de Flávio Bolsonaro, Caiado se apresenta como a alternativa experiente — com vivência onde Flávio é inexperiente, estável onde outros demonstram bom desempenho. Seu principal argumento de venda é sua carreira política de quatro décadas — mas isso será motivo para muitos eleitores buscarem outras opções.
Renan SantosRenan Santos é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), que surgiu das manifestações massivas de insatisfação popular que eclodiram no Brasil em 2013. No final de 2025, o MBL criou seu próprio partido político, de direita, o Partido Missão, e Santos será o primeiro candidato da legenda à Presidência — na verdade, a primeira candidatura a um cargo eletivo em qualquer nível.
Seu discurso é radical e deliberadamente sem filtros. Ele prometeu falar "sem autocensura" no Nordeste e criticar o programa de assistência social Bolsa Família na frente de seus próprios beneficiários. Em um vídeo que viralizou, propôs a extinção de um pequeno município do Maranhão que, segundo ele, "não deveria existir".
As provocações de Santos têm público cativo. Uma pesquisa recente da Atlas Intel/Bloomberg o colocou com 4,6% dos votos em nível nacional — o mesmo percentual de alguns governadores estaduais em exercício — e com quase 25% entre os eleitores de 16 a 24 anos. Em termos de alcance e engajamento nas redes sociais, Renan fica atrás apenas de Lula e de Flávio Bolsonaro. Sua plataforma combina o familiar com o chocante: apelos por austeridade fiscal, privatização e retórica de tolerância zero com o crime convivem com propostas para fundir estados e municípios, retirar direitos políticos de prefeitos que não atingirem metas de desempenho e transformar o Nordeste em uma zona econômica especial que ele apelida de "Arábia Saudita" para data centers.
O que o diferencia na direita não é tanto a agenda, mas a atitude — e sua recusa em desempenhar um papel de apoio à família Bolsonaro. Ele comparou Flávio Bolsonaro a Judas, um traidor que vende "a causa" por moedas de prata, e reservou alguns de seus ataques mais contundentes ao senador, em vez de a Lula. "O PT é o diabo, nosso inimigo natural", disse ele ao jornal Estadão. "Flávio é o traidor de dentro."
Analistas observam que a ala antissistema que Santos está visando foi amplamente reivindicada pelo Bolsonarismo em 2018 e nunca foi totalmente reaberta. Seu apoio, por enquanto, é amplo online, embora superficial em todos os outros lugares.
Datas importantes para ficar de olho
20264 de abril: Prazo final para o registro de partidos políticos e federações, nas quais dois ou mais partidos operam como uma única unidade por pelo menos quatro anos. A maior federação de 2026 já está definida: uma aliança de direita entre o PP e a União Brasil. Os candidatos também devem se filiar formalmente aos seus partidos políticos até esta data.
Os candidatos em potencial também devem alterar seu domicílio eleitoral para refletir onde concorrerão em outubro, e qualquer pessoa em um cargo executivo deve renunciar caso pretenda concorrer a um cargo diferente. Espera-se que o governo Lula perca cerca de 20 ministros de seu gabinete para a campanha.
20 de julho a 5 de agosto: Temporada de convenções partidárias, durante a qual os candidatos são formalmente selecionados.
15 de agosto: Prazo final para o registro de candidaturas.
16 de agosto: Início da propaganda eleitoral oficial nas ruas e na internet.
28 de agosto: Início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, com o tempo alocado proporcionalmente à representação de cada partido na Câmara dos Deputados.
4 de outubro: Primeiro turno das eleições. Os resultados são normalmente divulgados algumas horas depois.
25 de outubro: Segundo turno para presidente e governadores que não obtiveram maioria absoluta. Os resultados são divulgados no mesmo dia.
19 de dezembro: Certificação dos candidatos eleitos pelo sistema de justiça eleitoral.
20275 de janeiro: O presidente assume o cargo.
6 de janeiro: Os governadores assumem o cargo.
1º de fevereiro: Os legisladores assumem o cargo para o novo mandato de quatro anos.
As pesquisas
As pesquisas fazem mais do que medir a opinião pública; elas moldam o próprio cenário eleitoral. Partidos, doadores e candidatos calibram seu comportamento com base nos números das pesquisas, o que leva muitas campanhas a encomendar pesquisas favoráveis na esperança de gerar impulso. Este observatório contará com dados produzidos por quatro institutos de pesquisa com histórico confiável: Datafolha, Ipec-Ipsos, Quaest e AtlasIntel.
Os índices de aprovação do governo — uma variável fundamental nos cálculos eleitorais — serão acompanhados ao longo de todo o processo, juntamente com as intenções de voto, à medida que o cenário dos candidatos se defina.
OBSERVAÇÃO DAS ELEIÇÕESPartidos Políticos
AtividadesBoletim Semanal Eleições 2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº39 - 28/10/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº38 - 21/10/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº37 - 14/10/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº36 - 07/10/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº35 - 01/10/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº34 - 30/09/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº33 - 23/09/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº32 - 16/09/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº31 - 09/09/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº30 - 02/09/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº29 - 26/08/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº28 - 19/08/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº27 - 12/08/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº26 - 05/08/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº25 - 29/07/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº23 - 15/07/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº22 - 08/07/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº21 - 01/07/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº20 - 23/06/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº19 - 17/06/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº18 - 10/06/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº17 - 03/06/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº16 - 20/05/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº15 - 20/05/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº14 - 13/05/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº13 - 06/05/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº12 - 05/30/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº11 - 22/04/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº10 - 15/04/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº9 - 08/04/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº8 - 01/04/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº7 - 25/03/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº6 - 18/03/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº5 - 11/03/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº4 - 25/02/2022
Boletim da Eleições 2022 - Nº3 - 18/02/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº2 - 11/02/2022
Boletim das Eleições 2022 - Nº1 - 04/02/2022
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